A produção industrial brasileira registrou retração de 0,8% no mês de setembro na comparação com agosto, mantendo uma trajetória predominantemente negativa iniciada em maio deste ano. Os dados integram a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com esse desempenho, a indústria nacional acumula crescimento de 0,4% no ano de 2026.

As maiores influências para o recuo mensal vieram dos setores de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (-4,2%) e de produtos alimentícios (-1,7%). O resultado geral entre as principais categorias econômicas e atividades pesquisadas apresentou o seguinte comportamento:

Categoria Econômica / Atividade Variação em Setembro (frente a ago) Contexto Informado pelo IBGE
Derivados de Petróleo e Biocombustíveis -4,2% Queda na produção de álcool etílico e derivados
Bens de Capital -1,9% Maior recuo entre categorias econômicas
Produtos Alimentícios -1,7% Interrupção de dois meses de crescimento
Bens de Consumo Semi e Não Duráveis -1,2% Retração generalizada em bens de consumo
Bens Intermediários -0,7% Perda de ritmo nos insumos industriais
Indústrias Extrativas +1,7% Alta em minério de ferro, óleo bruto e gás natural
Bens de Consumo Duráveis +0,7% Única categoria econômica em campo positivo

Redução na moagem de cana-de-açúcar

Segundo o gerente da pesquisa no IBGE, André Macedo, a queda na fabricação de etanol e derivados de petróleo exerceu a pressão negativa mais intensa no mês, enquanto o segmento alimentício foi diretamente impactado pela menor produção de açúcar. O pesquisador explicou que ambas as atividades sofreram com a redução no processamento de cana-de-açúcar provocada por um volume maior de chuvas nas regiões produtoras.

Em sentido oposto, a expansão de 1,7% na indústria extrativa interrompeu quatro meses consecutivos de taxas negativas. O resultado foi impulsionado pelo aumento nos volumes extraídos de minérios de ferro, petróleo cru e gás natural, acompanhado por variações positivas registradas nos setores de produtos químicos (1,7%) e produtos de fumo (20,3%).

Fonte: Construa Negócios