A perda de atratividade do investimento, aliada às necessidades de completar o salário diante dos gastos domésticos, levam o crescimento dos saques nas cadernetas de poupança. E um isso se reflete na diminuição de recursos para a construção civil.

Somente em janeiro deste ano, a diferença entre saques e depósitos foi de R$ 20,1 bilhões. Desse total, R$ 16,27 bilhões eram do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo. O SBPE é uma das principais linhas de financiamento imobiliário, cobrindo até 80% do valor do imóvel de até R$ 1,5 milhão e juros limitados a 12% ao ano.

No ano passado, o volume de financiamentos pela poupança foi de R$ 153 bilhões, uma redução de 15% em relação a 2022. Ao todo, 499,7 mil imóveis contaram com crédito da caderneta, 29,9% menos unidades que no ano anterior, de acordo com dados Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Com isso, as construtoras passaram a depender cada vez mais de fontes públicas para o financiamento imobiliário, como o aumento de 59% nas operações ligadas ao FGTS, mas, principalmente, com as expectativas geradas pela retomada do Minha Casa Minha Vida.

O programa governamental de moradia popular e a trajetória de redução dos juros alimentam as expectativas da Câmara Brasileira de Indústria da Construção de um avanço de 1,3% no setor neste ano. Isso, após projetar crescimento de 2,5% no início de 2023 e fechar o ano com expectativa de queda de 5% dos negócios.

Reduzir a participação do investimento privado por dinheiro público traz riscos para o setor. Ainda mais depois do anúncio de um déficit primário de R$ 249,1 bilhões em 2023, conforme anunciado pelo Banco Central.

O que está em jogo é um setor que emprega em torno de 2,5 milhões de trabalhadores e que representa aproximadamente 5% do Produto Interno Bruto brasileiro. Por isso é importante criar condições para economia brasileira ganhar competitividade com menos burocracia, encargos tributários e, assim, retomar os investimentos privados.

A perda de atratividade do investimento, aliada às necessidades de completar o salário diante dos gastos domésticos, levam o crescimento dos saques nas cadernetas de poupança. E um isso se reflete na diminuição de recursos para a construção civil.

Somente em janeiro deste ano, a diferença entre saques e depósitos foi de R$ 20,1 bilhões. Desse total, R$ 16,27 bilhões eram do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo. O SBPE é uma das principais linhas de financiamento imobiliário, cobrindo até 80% do valor do imóvel de até R$ 1,5 milhão e juros limitados a 12% ao ano.

No ano passado, o volume de financiamentos pela poupança foi de R$ 153 bilhões, uma redução de 15% em relação a 2022. Ao todo, 499,7 mil imóveis contaram com crédito da caderneta, 29,9% menos unidades que no ano anterior, de acordo com dados Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Com isso, as construtoras passaram a depender cada vez mais de fontes públicas para o financiamento imobiliário, como o aumento de 59% nas operações ligadas ao FGTS, mas, principalmente, com as expectativas geradas pela retomada do Minha Casa Minha Vida.

O programa governamental de moradia popular e a trajetória de redução dos juros alimentam as expectativas da Câmara Brasileira de Indústria da Construção de um avanço de 1,3% no setor neste ano. Isso, após projetar crescimento de 2,5% no início de 2023 e fechar o ano com expectativa de queda de 5% dos negócios.

Reduzir a participação do investimento privado por dinheiro público traz riscos para o setor. Ainda mais depois do anúncio de um déficit primário de R$ 249,1 bilhões em 2023, conforme anunciado pelo Banco Central.

O que está em jogo é um setor que emprega em torno de 2,5 milhões de trabalhadores e que representa aproximadamente 5% do Produto Interno Bruto brasileiro. Por isso é importante criar condições para economia brasileira ganhar competitividade com menos burocracia, encargos tributários e, assim, retomar os investimentos privados.

Fonte: O Tempo