As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central revisaram para cima as expectativas para a taxa básica de juros ao final de 2026. Segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (9), a projeção para a Selic subiu de 12% para 12,13% ao ano.
Atualmente, a taxa encontra-se em 15%, o patamar mais elevado desde julho de 2006. Embora o Comitê de Política Monetária (Copom) tenha sinalizado o início do ciclo de cortes para a reunião de março, a nova estimativa do mercado sugere um afrouxamento monetário ligeiramente mais conservador. Para o longo prazo, as apostas indicam uma Selic de 10,5% em 2027, 10% em 2028 e 9,5% em 2029.
Atividade Econômica
Em relação ao nível de atividade, o mercado manteve a estabilidade nas previsões. A estimativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro encerre 2026 com uma expansão de 1,82%. Para 2027, a projeção é de 1,8%, acelerando para 2% nos anos de 2028 e 2029.
O cenário de crescimento moderado sucede um desempenho positivo em 2025, quando a economia avançou 2,3%, impulsionada pelo agronegócio e consolidando cinco anos consecutivos de alta, conforme dados do IBGE.
Inflação e Câmbio
A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) permaneceu inalterada em 3,91% para este ano. O índice situa-se dentro da margem de tolerância da meta oficial, que é de 3% com intervalo de 1,5 ponto percentual (variando entre 1,5% e 4,5%).
Para 2027, houve um leve ajuste na expectativa inflacionária, passando de 3,79% para 3,8%. Já para 2028 e 2029, a previsão é de 3,5%. Vale lembrar que o IPCA de janeiro fechou em 0,33%, pressionado pelos custos de energia elétrica e gasolina, acumulando 4,44% ao longo de 2025.
No mercado cambial, a expectativa é que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,41. Para o final de 2027, a projeção aponta para uma taxa de câmbio de R$ 5,50.