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O elevado custo de captação financeira e a política monetária restritiva seguem sufocando a capacidade de investimento no campo. A falta de crédito acessível tem postergado a renovação das frotas de maquinário, resultando em um impacto direto nas esteiras de produção industrial do país, refletindo o compasso de espera do produtor rural brasileiro.

Balanço negativo no mês e no ano

Esse cenário restritivo foi quantificado recentemente pela associação representativa do setor. Em julho, as vendas de máquinas agrícolas e implementos totalizaram 4,86 bilhões de reais, o que representou uma contração de 2,1% em comparação a junho, e uma forte queda de 27,5% quando confrontado com o mesmo mês do ano anterior. O acumulado dos sete primeiros meses não traz alívio: os 26,2 bilhões de reais movimentados indicam uma retração expressiva de quase 26% frente a 2025.

Expectativas para o futuro próximo

Apesar dos números preocupantes, a indústria vislumbra a possibilidade de um alívio sazonal iminente. A aposta recai sobre o tradicional pico de negociações que ocorre no terceiro trimestre. Para reverter o viés negativo, a associação concentra suas esperanças na efetividade de programas federais de financiamento, como o Moderfrota e o Pronaf, aliados à ligeira recuperação nas cotações internacionais das principais commodities, fatores que podem destravar o apetite de compra no campo.

Fonte: Construa Negócios