O Ceará encerrou fevereiro de 2026 com saldo positivo de 4.316 empregos formais, segundo dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado confirma a trajetória de crescimento do mercado de trabalho formal no estado, impulsionada principalmente pelos setores de serviços e construção civil.
Serviços e construção civil puxam a geração de vagas
Na análise por setores, o segmento de Serviços foi o principal responsável pelo desempenho positivo, gerando cerca de 3.400 novos postos de trabalho no mês. A Construção Civil também apresentou resultado favorável, com 1.400 admissões líquidas no período. A Indústria contribuiu com a abertura de 394 vagas. Em sentido oposto, os setores de Comércio (-397) e Agropecuária (-565) registraram retração no número de empregos formais.
Fortaleza concentra mais da metade das vagas geradas no estado
No recorte municipal, Fortaleza se destacou como o principal motor do emprego formal no estado, liderando com folga a geração de vagas e registrando saldo de 2.200 postos em fevereiro. O estoque total de vínculos formais na capital cearense alcança 775.600 trabalhadores. Outros municípios com desempenho relevante foram Juazeiro do Norte (408 vagas), Caucaia (390), Eusébio (268) e Sobral (227).
Homens e jovens concentram a maioria das contratações
Em relação ao perfil dos trabalhadores contratados, os homens responderam pela maioria das vagas, totalizando 2.500 contratações, enquanto as mulheres preencheram 1.700 postos. Em termos de escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo concentraram 2.400 vagas. Jovens entre 18 e 24 anos foram o grupo etário com maior saldo, responsáveis por 3.000 das contratações no período.
Brasil acumula 370 mil empregos formais no primeiro bimestre
No cenário nacional, o saldo de empregos formais em fevereiro totalizou 255.321 vagas, resultado de 2.381.767 admissões e 2.126.446 desligamentos. Considerando o acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, o país registrou a criação de 370.339 postos com carteira assinada.
O total de vínculos ativos no Brasil atingiu 48,8 milhões, crescimento de 2,2% na comparação anual. No acumulado de 12 meses, entre março de 2025 e fevereiro de 2026, o saldo positivo chega a 1.047.024 empregos formais.