A primeira edição da Feira da Indústria da FIEC reuniu cerca de 110 mil visitantes, consolidando-se como destaque no calendário industrial brasileiro. Realizada nestas segunda e terça-feira no Centro de Eventos do Ceará, a programação evidenciou a importância das cadeias produtivas para a rotina da sociedade e para a elevação econômica do Brasil.
Norteada pelo lema “A indústria conectada ao seu dia a dia”, a exposição englobou representantes de quase quarenta sindicatos de variados braços como alimentos, construção civil, matriz energética e moda. Na grade constaram encontros importantes de negócios, mostras interativas e depoimentos inspiradores de figuras emblemáticas, a exemplo de João Adibe e do intelectual Leandro Karnal. Atrações artísticas, comandadas por cantores veteranos, embalaram as noites de relacionamento do público.
O diretor principal da entidade representativa enfatizou o pujante cenário local no decorrer da abertura: as indústrias respondem por enorme fatia das exportações e assinam as carteiras de 390 mil trabalhadores locais. Ele defendeu que as indústrias representam um reduto muito maior do que as tradicionais linhas de máquinas pesadas, destacando a inventividade orientada pelo conhecimento como a marca que a FIEC quer fixar perante os participantes.
Em consonância, discursos de autoridades federais exaltaram a necessidade da nação brasileira se descolar do estigma perpetuado do “subdesenvolvimento”, buscando reconectar as novas gerações às ambições potentes de um Brasil vigoroso e unificado perante seus ecossistemas de produção e comércio.
Para concluir a força simbólica do estado, uma rica narrativa exposta por modelitos exclusivos em um desfile uniu as propostas de tecnologia de moda à cultura marcante de raízes nordestinas, demonstrando, através da arte, o orgulho de um estado que detém, nos dias de hoje, polos gigantescos para abastecer a federação.