Pesquisar
Close this search box.

A construção civil projeta para 2026 a manutenção da trajetória de crescimento, acompanhando a estabilidade macroeconômica e a demanda por novos modelos de moradia e espaços corporativos. A busca por qualidade de vida, ambientes mais amplos e melhor relação custo-benefício segue impulsionando a expansão territorial das cidades, criando novas frentes de desenvolvimento e exigindo maior planejamento técnico nos canteiros de obras.

Setor cresceu 4,3% em 2024 e manteve avanço entre 2% e 3% em 2025

O cenário dá continuidade ao ciclo positivo registrado nos anos anteriores. Em 2024, o setor avançou 4,3%, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), impulsionado pela retomada de investimentos, aquecimento do mercado imobiliário e ampliação de obras de infraestrutura e habitação. Em 2025, mesmo em ritmo mais moderado, a atividade manteve crescimento entre 2% e 3%, sustentada por crédito imobiliário ativo e continuidade de programas habitacionais.

Falhas em motores elétricos podem comprometer cronogramas e segurança operacional

Com o avanço, os desafios nos canteiros se tornam mais complexos. Entre eles, destaca-se a necessidade de garantir desempenho confiável dos motores elétricos que operam sistemas de elevação, bombas hidráulicas, ventilação, compressores e equipamentos de movimentação de carga. Em projetos de médio e grande porte, qualquer falha nesses sistemas pode comprometer cronogramas, gerar custos adicionais e colocar em risco a segurança operacional.

“Em canteiros de obras urbanos ou em áreas mais afastadas, é crescente a necessidade de garantir que os motores mantenham desempenho estável, mesmo diante de quedas ou picos de tensão — isso protege a produtividade e a segurança operacional”, afirma Drauzio Menezes, diretor da Hercules Energia em Movimento.

Flutuações elétricas provocam aquecimento, desgaste e danos aos equipamentos

O funcionamento contínuo dos equipamentos exige motores preparados para lidar com as flutuações elétricas ainda presentes em diferentes regiões do país. Quedas de tensão levam ao aumento da corrente elétrica para manter o torque necessário, provocando aquecimento excessivo e desgaste prematuro. Já picos de tensão elevam o risco de danos aos enrolamentos e sistemas de isolamento, comprometendo a integridade do equipamento.

Em obras verticalizadas, onde elevadores de carga e bombas operam intensamente, a estabilidade elétrica é determinante para manter o ritmo da construção. A especificação técnica adequada — considerando potência, classe de isolamento, regime de trabalho e grau de proteção — torna-se etapa essencial do planejamento.

“A performance confiável do motor não significa apenas eficiência energética. Ela reduz paradas inesperadas, amplia a vida útil dos equipamentos e protege trabalhadores e materiais envolvidos na obra”, destaca Menezes.

Áreas de expansão urbana ampliam desafios com redes elétricas instáveis

A expansão de empreendimentos para regiões em consolidação urbana impõe desafios adicionais. Em áreas não urbanas ou em novos polos residenciais, a infraestrutura elétrica pode apresentar redes provisórias ou longas extensões de distribuição, mais suscetíveis a oscilações de tensão.

Além da questão elétrica, as condições ambientais também influenciam o desempenho dos equipamentos. Obras em regiões abertas estão expostas a poeira, umidade e variações térmicas acentuadas. Nos últimos anos, eventos climáticos mais intensos — como chuvas fortes e rajadas de vento — tornaram-se mais frequentes, reforçando a necessidade de motores com grau de proteção adequado e sistemas de isolamento compatíveis com ambientes agressivos.

Planejamento elétrico desde o início do projeto impacta prazos, custos e segurança

A escolha de motores de alto rendimento contribui para reduzir o consumo de energia e perdas operacionais, ao mesmo tempo em que atende às exigências de empreendimentos que buscam melhor desempenho ambiental e controle de custos.

“Avaliar a qualidade da rede elétrica local, prever oscilações, considerar fatores climáticos e dimensionar corretamente os sistemas eletromecânicos são decisões que impactam diretamente prazos, custos e segurança”, alerta Menezes. “Em um cenário de expansão contínua e expectativa positiva para 2026, garantir confiabilidade nos sistemas elétricos é condição essencial para sustentar produtividade, proteger equipes e assegurar obras mais seguras e resilientes”, conclui.

Fonte: Construa Negócios