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O setor da construção civil atravessa um momento de inflexão, deixando para trás modelos artesanais em favor de uma era pautada pela eficiência operacional, integração tecnológica e qualificação técnica. O amadurecimento do mercado exige agora soluções que entreguem mais produtividade e uma experiência aprimorada ao consumidor final.

Essa mudança de paradigma é impulsionada pela necessidade de modernizar os canteiros de obras. Para Vinícius Araújo, diretor sênior de Estratégia e Marketing Brasil da Saint-Gobain, o futuro da atividade depende da capacidade de “construir melhor com menos”. O executivo aponta que a resposta para a escassez de mão de obra e para os prazos cada vez mais exíguos reside na adoção massiva de sistemas leves, como Drywall e Steel Frame, aliados a químicos de alto desempenho. A meta é atender a requisitos crescentes de sustentabilidade e performance técnica.

A busca por racionalização também chega aos acabamentos e bens de consumo. Marcel Serafim, diretor executivo da Elgin, destaca que o custo-benefício e a facilidade de instalação tornaram-se mandatórios. A visão da empresa é de um mercado orientado para tecnologias que reduzam desperdícios e agreguem automação, segurança e conforto aos usuários.

Transformação no varejo

A evolução não se restringe à obra, mas impacta diretamente o balcão de vendas. Paulo Galina, gerente de marketing da Lorenzetti, observa um movimento de profissionalização no comércio especializado. Segundo ele, o varejo precisa assumir um papel mais estratégico e consultivo para atender um consumidor exigente, integrando canais de venda e ofertando produtos que unam durabilidade e design funcional.

Palco de decisões

Essas diretrizes estratégicas convergirão na próxima edição da Feicon – Feira Internacional da Construção Civil. O evento está confirmado para o período de 7 a 10 de abril, no São Paulo Expo, na capital paulista.

Ivan Romão, diretor da feira, avalia que o encontro serve para transformar tendências difusas em práticas concretas de mercado. “A construção civil vive um momento de redefinição de prioridades. Eficiência, sustentabilidade e profissionalização do varejo deixaram de ser tendências para se tornarem exigências”, afirma. Segundo Romão, o evento funcionará como um hub para alinhar expectativas e coordenar o avanço do setor neste novo ciclo econômico.

Fonte: Construa Negócios